Tallisson Augusto Pimenta Vieira


 

Tallisson

 

Estudante de Direito na Faculdade de Direito do Vale do Rio Doce- Governador Valadares –MG.

Idade: 18 anos.

 

Blog: Blog do Gurdim

 

Twitter: twitter.com/Gurdim     http://twitter.com/tapvieira


A aposentadoria do atual sistema previdenciário.

 

            O Brasil começa, assim como outros países do mundo, a ter grande parte da sua população envelhecida. Isso significa que a infra-estrutura do país, no quesito saúde/saneamento, tem melhorado consideravelmente. Mas, também, significa maiores gastos com essa população idosa, seja em investimentos médicos ou com aposentadoria.

 

            O contribuinte recolhe durante anos para a Previdência, uma taxa sobre o salário que recebe. Chega, às vezes, pagar um valor maior do que seria o “correto”, em relação ao seu ordenado, na expectativa de maximizar o benefício. Em nosso país, isso se torna inútil. Nada adianta recolher sobre dois ou três salários, pois você receberá apenas um salário mínimo, quando aposentar. É certo, também, que o déficit previdenciário é alto. Mas, nem por isso, o trabalhador que cumpriu os seus 30 anos de trabalho e/ou tem mais de 60 anos (mulheres) e 65 (homens) deveria ter que reduzir o seu padrão de vida, acentuadamente, condenado por um sistema previdenciário falho. Isto é punição para certos setores da Sociedade e beneficio para outros, como o caso dos funcionários dos altos escalões do setor público. Alguns destes, mesmo que tenham trabalhado apenas cinco anos e tenham passado dos 65 anos, receberão o salário integral pelo restante de suas vidas.

 

            O aposentado “qualquer um”, com idade avançada, pede revisão da sua aposentadoria judicialmente, e, muita vezes, a revisão tem um parecer favorável ao idoso. A Previdência insiste em não pagar o que é devido a esse aposentado. É o famoso: Devo, não nego, pago, não se puder, e sim, quando quiser. Isso faz com que milhares de cidadãos fiquem em situação vexatória, não tendo condições de sobreviver com dignidade. Pessoas que já fizeram de tudo para que o país chegasse onde chegou, trabalhando e contribuindo.

 

Pergunte a esse aposentado, se já deixou de contribuir para a previdência. A resposta, provavelmente, será não! Necessitamos, realmente, de uma reformulação no sistema previdenciário, de forma que o benefício seja proporcional à contribuição. Por que, então, não se estabelece um teto máximo para os pagamentos? Equalizando os setores Público e Privado. Talvez isso fira alguns peixes grandes do nosso país, não? Enquanto isso, nossas várias Donas Marias e Senhores Josés ficam passando necessidades.

 

Seria até cômico, se não fosse triste.

 

Como um Estado, depois de tantas contas serem feitas e refeitas, consegue ter um déficit na previdência? Esse déficit só existe se for considerada a Previdência isoladamente, tendo como base apenas a arrecadação versus pagamento dos benefícios para os aposentados. Mas como a Previdência é englobada em um complexo muito maior chamado de Seguridade (Saúde, Assistência Social e Previdência) então esse déficit não existe. Mas, não é interessante para nenhum governante divulgar que esse déficit não existe, pois assim, seria forçado a promover um reajuste real nas aposentadorias e pensões. Para entender mais sobre o déficit previdenciário clique aqui

 

Esse Sistema tem que ser definitivamente aposentado, e, ser tratado sempre em conjunto. Pagar o que é devido, estabelecer um teto para todos os servidores e, principalmente, respeitar os que estão necessitados dessa reforma, a qual tem que ser breve. Pois, para muitos desses aposentados, será tarde demais!

 

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